Unhas quebradiças: por que acontecem e como fortalecer (10 causas comuns)
Com o passar do tempo, muita gente percebe as unhas mais frágeis: elas racham, descamam ou se partem com facilidade, tornando tarefas simples bem irritantes. Estudos indicam que unhas quebradiças podem afetar até 20% da população e que o problema aparece com mais frequência em mulheres acima dos 50 anos. É desanimador ver unhas que antes cresciam lisas e fortes começarem a quebrar em camadas — mas há um ponto positivo: quando você entende as possíveis causas por trás disso, fica muito mais fácil adotar medidas práticas para apoiar a saúde das unhas com alimentação, hábitos e cuidados suaves.
Neste artigo, você vai conhecer 10 fatores frequentes que contribuem para a fragilidade das unhas, com base em evidências científicas e em situações comuns do dia a dia. Também encontrará ações imediatas para testar e uma comparação entre soluções rápidas e abordagens de raiz para escolher o que melhor se encaixa na sua rotina. No final, há ainda uma conexão importante que ajuda a explicar por que tantos desses fatores se relacionam.

Como unhas frágeis afetam o dia a dia
Unhas quebradiças não são apenas uma questão estética — elas podem causar desconforto e atrapalhar atividades rotineiras. Um exemplo típico: você pega uma sacola, a unha engancha e abre uma fissura. Ou está digitando e percebe a ponta “levantando” em camadas.
Esse quadro costuma ocorrer quando a unha perde hidratação ou quando sua estrutura fica menos resistente. As unhas são formadas principalmente por queratina, uma proteína que precisa de suporte “de dentro para fora” (nutrientes, hidratação e saúde geral) e “de fora para dentro” (proteção contra agressões). Quando esse equilíbrio se rompe, elas ficam mais vulneráveis. A boa notícia é que, ao agir sobre os fatores principais — como nutrição e ambiente —, é possível notar melhorias reais ao longo do tempo.
10 causas comuns de unhas quebradiças (e o que fazer)
1) Baixa biotina (vitamina B7): suporte direto à queratina
A biotina participa de processos ligados à produção e manutenção de queratina. Em pessoas com unhas frágeis, pesquisas sobre suplementação mostram que pode haver aumento da espessura e melhora da resistência após uso consistente.
Na prática, muita gente relata unhas mais firmes ao incluir alimentos ricos em biotina, como ovos, amêndoas, verduras de folhas verdes e abacate.
Sinais de atenção: se ovos, oleaginosas e abacate quase não aparecem na sua alimentação, vale investigar.
Passos de suporte:
- Inclua fontes de biotina diariamente (ex.: ovo no café da manhã; amêndoas como lanche).
- Se a dieta não for suficiente, converse com um profissional de saúde sobre a necessidade de suplementar.
- Resultados costumam ser percebidos em 4 a 8 semanas com consistência.
2) Falta de ferro: menos oxigênio para as células da unha
A deficiência de ferro pode deixar as unhas mais finas e quebradiças; em alguns casos, surge o formato “em colher” (coiloniquia). Isso acontece porque o ferro é essencial para transportar oxigênio, o que influencia o crescimento saudável dos tecidos.
Muitas pessoas só desconfiam após notar cansaço persistente e leito ungueal mais pálido, buscando exames e ajustando a alimentação.
Auto-observação: palidez no leito da unha e fadiga frequente podem ser pistas (embora não sejam exclusivas).
Passos de suporte:
- Priorize fontes de ferro: carne vermelha magra, lentilhas, espinafre, cereais fortificados.
- Combine com vitamina C (ex.: laranja, kiwi, pimentão) para melhorar a absorção.
- Antes de usar suplemento, faça avaliação com profissional de saúde.
3) Pouca proteína: a estrutura de queratina fica “sem material”
Como as unhas são majoritariamente queratina, dietas com baixa ingestão proteica podem contribuir para unhas mais moles, que lascam e quebram com facilidade. Evidências apontam que proteína adequada favorece a integridade da unha.
Um padrão comum: ao reduzir proteína (por rotina corrida ou dietas restritivas), a unha começa a descamar; ao reequilibrar com boas fontes, a resistência tende a voltar em semanas.
Pergunta útil: você tem uma fonte de proteína na maioria das refeições?
Passos de suporte:
- Aumente gradualmente: peixe, frango, ovos, iogurte, leguminosas, tofu.
- Distribua proteína ao longo do dia, em vez de concentrar em uma única refeição.

4) Desidratação crônica: fragilidade por perda de flexibilidade
Unhas precisam de água para manter elasticidade. Quando a ingestão de líquidos é baixa, elas ressecam, trincam e quebram com mais facilidade.
Muita gente percebe melhora ao adotar um hábito simples: beber mais água. Chás de ervas sem cafeína à noite também ajudam a aumentar a hidratação diária.
Passos de suporte:
- Mire em cerca de 8 copos de água por dia (ajuste conforme clima, atividade e orientação profissional).
- Use uma garrafa reutilizável para lembrar de beber ao longo do dia.
5) Contato frequente com produtos agressivos (químicos)
Detergentes, removedores de esmalte e produtos de limpeza podem remover a camada protetora natural, aumentando o ressecamento e a descamação. O efeito costuma ser pior com exposição repetida.
Um hábito simples com grande impacto é usar luvas em tarefas domésticas.
Passos de suporte:
- Opte por removedores sem acetona quando possível.
- Hidrate as mãos e cutículas após lavar as mãos ou manusear produtos.
6) Clima seco ou extremos de temperatura
No frio e em ambientes de baixa umidade, o ar “puxa” água da pele e das unhas. Por isso, muitas pessoas percebem piora no inverno: mais rachaduras e pontas quebrando.
Passos de suporte:
- Hidrate cutículas e unhas diariamente, especialmente após banho.
- Use luvas ao sair em dias frios e secos.
7) Alterações da tireoide
Distúrbios da tireoide (como hipotireoidismo) podem se associar a unhas estriadas, quebradiças e de crescimento lento. Como sintomas como cansaço podem ter várias causas, exames ajudam a esclarecer.
Passos de suporte:
- Se houver sinais persistentes (unhas fracas + fadiga, pele seca, alterações de peso), procure avaliação médica para investigação adequada.
8) Condições de pele, como psoríase
Algumas doenças dermatológicas afetam diretamente as unhas, gerando ondulações, “furinhos” (pitting), descoloração e fissuras. Tratar o quadro de base geralmente melhora a aparência das unhas ao longo do tempo.
Passos de suporte:
- Siga a orientação de um dermatologista e mantenha cuidados consistentes com pele e unhas.
9) Infecções fúngicas
Unhas amareladas, espessas, quebradiças ou com mudança evidente de textura podem indicar micose, especialmente em ambientes úmidos (sapatos fechados, piscinas, suor).
Passos de suporte:
- Mantenha as unhas secas e bem aparadas.
- Se suspeitar de fungo, procure orientação profissional; o tratamento costuma exigir persistência.
10) Envelhecimento e microtraumas repetidos
Com a idade, é comum a unha ficar mais seca e frágil. Além disso, usar as unhas como “ferramenta” (abrir embalagens, raspar etiquetas) aumenta microdanos acumulados.
Passos de suporte:
- Mantenha as unhas mais curtas e lixe com suavidade.
- Evite cutucar, arrancar pelinhas ou forçar a unha para abrir objetos.
- Hidratação frequente ajuda a reduzir quebras por ressecamento.

Resumo rápido: sinais, suporte e tempo esperado
| Causa | Sinais comuns | Passos de suporte | Quando notar mudança* |
|---|---|---|---|
| Baixa biotina | descamação, unhas que se partem | ovos, nozes, verduras; avaliar suplemento | 4–8 semanas |
| Falta de ferro | unhas finas, formato “colher” | carne magra, lentilhas; vitamina C | 2–6 meses |
| Pouca proteína | unhas moles, quebram fácil | frango/peixe/leguminosas/laticínios | 6–12 semanas |
| Desidratação | ressecamento, trincas | mais água, chás sem cafeína | dias a semanas |
| Químicos agressivos | camadas “levantando”, ressecamento | luvas, produtos suaves, hidratar | contínuo |
| Clima seco/frio | piora no inverno, rachaduras | creme, óleo de cutícula, luvas | sazonal |
| Alterações da tireoide | estrias, crescimento lento | avaliação e conduta médica | variável |
| Doenças de pele | pitting, manchas, irregularidades | cuidado direcionado com dermatologista | variável |
| Fungos | espessamento, amarelo, fragilidade | manter seco; tratamento profissional | 4–12+ semanas |
| Idade/trauma | desgaste acumulado | manuseio gentil, hidratar, aparar | contínuo |
*Os prazos são estimativas: unhas crescem lentamente, e a resposta depende da causa e da consistência.
Soluções rápidas vs. abordagens de raiz: o que funciona melhor?
| Abordagem | Efeito | Sustentabilidade | Custo |
|---|---|---|---|
| Endurecedores/esmaltes | alívio temporário | baixa | médio |
| Óleos tópicos isolados | melhora superficial | moderada | baixo |
| Ajustes de dieta e hidratação | atua no básico e no longo prazo | alta | muito baixo |
| Avaliação profissional (quando necessário) | identifica causas profundas | mais alta | variável |
Comece a fortalecer suas unhas ainda esta semana
Em muitos casos, pequenas mudanças consistentes — hidratar melhor, comer de forma mais nutritiva e proteger as mãos no dia a dia — já ajudam as unhas a ficarem mais lisas e resistentes ao longo de semanas e meses. Como as unhas refletem aspectos gerais de saúde, é comum que esses ajustes tragam benefícios extras, como mais disposição.
Escolha 1 ou 2 ações para aplicar nos próximos dias e observe como suas unhas se comportam após 7 a 10 dias. A regularidade costuma ser o fator que mais pesa no resultado.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quanto tempo leva para melhorar unhas quebradiças?
Com mudanças consistentes na alimentação e hidratação, algumas pessoas percebem menos quebras em poucas semanas. Porém, recuperar força plena pode levar 3 a 6 meses, porque a unha cresce devagar.
Unhas frágeis sempre indicam algo grave?
Nem sempre. Envelhecimento, ressecamento, clima e hábitos diários explicam muitos casos. Ainda assim, se houver outros sintomas (como fadiga intensa), o ideal é procurar um profissional de saúde.
Suplementos ajudam?
Em alguns cenários, suplementos como biotina podem ajudar, mas os resultados variam e dependem da causa. O mais seguro é discutir com um profissional antes de iniciar qualquer suplementação.
Aviso: este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui aconselhamento médico. Para orientação personalizada, consulte um profissional de saúde qualificado.


