
Unhas quebradiças e descamando: o que isso pode revelar sobre sua saúde
Imagine a cena: você vai pegar as chaves e uma unha enrosca no tecido — outra lasca na hora. Ou está digitando normalmente e percebe a ponta da unha soltando em camadas, quase como tinta velha descascando. Isso é mais comum do que muita gente gostaria e, além de deixar as mãos com aparência fragilizada, também pode afetar a autoestima.
Se suas unhas vivem rachando, partindo ou se quebrando com facilidade, saiba que você não está sozinho. Esse problema aparece com frequência à medida que envelhecemos, mas muitas vezes funciona como um sinal do corpo de que algo merece mais atenção.
As unhas não são apenas um detalhe estético. Elas podem refletir aspectos importantes da saúde geral. Formadas principalmente por queratina, uma proteína resistente, elas ajudam a indicar pistas sobre alimentação, rotina, hábitos diários e até possíveis condições ocultas. A boa notícia é que, na maioria dos casos, unhas frágeis podem ser tratadas com medidas simples. Às vezes, elas são apenas um lembrete do organismo para ajustar pequenos hábitos.
Por que as unhas ficam frágeis e começam a se partir?
As unhas quebradiças, chamadas na medicina de onicosquizia, afetam até 20% das pessoas, especialmente mulheres com mais de 50 anos. Esse quadro costuma aparecer como:
- divisão horizontal nas pontas
- descamação em camadas
- quebra fácil ao menor impacto
Na maioria das vezes, a causa não é grave. Fatores do cotidiano costumam estar por trás desse enfraquecimento.
Hábitos diários que prejudicam as unhas
Lavar as mãos com muita frequência pode remover a oleosidade natural, deixando as unhas ressecadas e mais suscetíveis a rachaduras. Pense em quantas vezes suas mãos entram em contato com água ao longo do dia: lavar louça, roupas, higienizar superfícies ou usar álcool e sabonetes constantemente.
O clima frio e seco também piora a situação. Além disso, produtos de limpeza agressivos e removedores de esmalte fortes podem contribuir bastante para a fragilidade.
Muitas pessoas pensam: “Mas eu uso luvas de vez em quando”. Ainda assim, o ciclo repetitivo de molhar e secar é bastante desgastante para as unhas. Esse processo reduz a hidratação e compromete a resistência da lâmina ungueal.

Envelhecimento e estilo de vida também influenciam
Com o passar dos anos, as unhas tendem a crescer mais lentamente e perdem parte da flexibilidade natural. Isso faz com que fiquem mais finas, mais rígidas e, em alguns casos, com sulcos mais aparentes.
Outros fatores que também podem aumentar o risco incluem:
- unhas muito longas
- manicures frequentes
- uso contínuo de gel, fibra ou alongamentos
- polimento excessivo da superfície da unha
Se você percebe que suas unhas estão mais finas ou marcadas do que antes, isso pode ser uma mudança normal da idade. Ainda assim, vale observar se existem outros fatores associados.
Nutrientes que podem estar faltando
Para crescerem fortes, as unhas dependem de nutrientes específicos. Quando há deficiência nutricional, uma das manifestações possíveis é justamente o enfraquecimento e a descamação.
Ferro e anemia
A falta de ferro pode deixar as unhas frágeis e, em alguns casos, com formato mais côncavo, conhecido como “unha em colher”. Estudos associam deficiência de ferro a alterações nas unhas, especialmente em mulheres.
Se, além das unhas frágeis, você também sente:
- cansaço frequente
- falta de energia
- palidez
- tontura
isso pode indicar uma ligação com anemia.
Biotina e vitaminas do complexo B
A biotina (vitamina B7) participa da produção de queratina. Algumas pesquisas sugerem que a suplementação pode ajudar em casos de unhas frágeis, embora os resultados não sejam iguais para todas as pessoas.
Outros nutrientes importantes
Além do ferro e da biotina, outros elementos também têm papel importante na saúde das unhas:
- zinco
- proteínas
- ômega-3
- vitaminas do complexo B em geral
Uma alimentação equilibrada costuma ser suficiente para manter esse suporte. No entanto, quando há carências prolongadas, as unhas podem demonstrar isso com o tempo.
Antes de começar suplementos por conta própria, o ideal é conversar com um profissional de saúde. O excesso de certos nutrientes também pode causar efeitos indesejados.
Condições de saúde que merecem atenção
Em algumas situações, unhas quebradiças podem estar relacionadas a algo mais amplo no organismo. Embora isso seja menos comum, vale conhecer as possibilidades.
Problemas na tireoide
O hipotireoidismo pode causar unhas secas e frágeis, além de sintomas como:
- fadiga
- ganho de peso
- sensibilidade ao frio
- pele ressecada
Quando a alteração da tireoide é tratada corretamente, a saúde das unhas também pode melhorar.
Anemia e problemas de circulação
A anemia por deficiência de ferro pode enfraquecer as unhas. Outro exemplo é a síndrome de Raynaud, condição que reduz o fluxo sanguíneo para os dedos e pode afetar a qualidade das unhas.
Outras causas possíveis
Há ainda outras situações que podem contribuir para unhas frágeis, como:
- psoríase
- eczema
- infecções fúngicas
- uso de certos medicamentos, incluindo quimioterápicos e retinoides
Mesmo assim, é importante lembrar: a maioria dos casos está ligada a fatores externos e hábitos do dia a dia, e não necessariamente a doenças graves.
Exemplos reais de mudança
Lisa, de 58 anos, passou anos lidando com unhas que se dividiam nas pontas. Ela lavava louça sem luvas e usava removedor com acetona com frequência. Depois que começou a proteger as mãos nas tarefas domésticas e aplicou hidratante diariamente, percebeu melhora em poucos meses. O alívio veio junto com o fim daqueles enganches dolorosos em roupas e tecidos.
Já Mark, de 62 anos, notou que as unhas estavam cada vez mais frágeis e, ao mesmo tempo, sentia cansaço constante. Exames de sangue mostraram baixa de ferro. Após corrigir essa deficiência, não só as unhas melhoraram, como também a disposição no dia a dia.
Casos assim mostram que pequenas mudanças podem trazer resultados bastante visíveis.

O que fazer para fortalecer as unhas
Começar pelo básico costuma funcionar muito bem. Algumas práticas simples ajudam a maioria das pessoas a notar melhora gradual.
1. Proteja as unhas da água e dos produtos químicos
Use luvas de borracha com forro de algodão ao lavar louça, limpar a casa ou mexer com produtos agressivos. Após lavar as mãos, seque bem, inclusive ao redor das unhas.
2. Hidrate todos os dias
Passe creme para as mãos ou óleo de cutículas após o banho e depois de lavar as mãos. Ingredientes como lanolina e alfa-hidroxiácidos podem ser úteis para manter a hidratação.
3. Tenha uma rotina de cuidado mais suave
- mantenha as unhas mais curtas
- lixe em uma única direção
- evite polimento agressivo
- não use as unhas como ferramenta para abrir embalagens
4. Cuide da alimentação e da hidratação
Uma dieta rica em nutrientes faz diferença ao longo do tempo. Priorize:
- proteínas
- vegetais verde-escuros
- castanhas e sementes
- alimentos ricos em ferro
- ingestão adequada de água
Comparação entre abordagens comuns
| Abordagem | Como ajuda | Dica prática |
|---|---|---|
| Luvas de proteção | Evitam perda de umidade e contato com químicos | Use ao limpar a casa ou lavar louça |
| Óleos e cremes hidratantes | Mantêm a unha e a cutícula hidratadas | Aplique pela manhã e à noite |
| Alimentação equilibrada | Fornece nutrientes para a produção de queratina | Inclua fontes de ferro e proteína |
| Suplementos, como biotina | Podem auxiliar na resistência em alguns casos | Só use com orientação médica |
Passos seguros para começar hoje
- Hidratação diária: massageie óleo ou creme nas unhas e cutículas todos os dias. Evite produtos se houver alergia.
- Uso de luvas: escolha modelos com revestimento interno de algodão para tarefas domésticas. Troque quando estiverem desgastadas.
- Corte adequado: apare as unhas retas e lixe suavemente as bordas ásperas.
- Atenção à hidratação do corpo: beba água ao longo do dia e observe se há melhora progressiva.
Sempre que possível, priorize orientação profissional, principalmente se os sintomas persistirem.
Quando procurar ajuda médica
Se as mudanças em casa não fizerem diferença depois de alguns meses, ou se você notar sinais como dor, inchaço, mudança de cor ou deformidades, vale marcar uma consulta.
Um médico pode investigar causas como:
- deficiência de ferro
- alterações da tireoide
- problemas dermatológicos
- infecções
Também é importante não ignorar sintomas associados, como:
- fadiga
- queda de cabelo
- alterações de peso
- sensibilidade ao frio
Esses sinais podem ajudar a identificar a origem do problema.
Como melhorar a saúde das unhas a partir de agora
Ter unhas mais fortes está ao seu alcance. Imagine realizar tarefas simples sem medo de quebrá-las, aproveitar uma manicure que dure mais ou apenas sentir mais confiança ao olhar para as próprias mãos.
Comece pelo essencial:
- proteja as unhas
- hidrate com regularidade
- ajuste a alimentação
- observe outros sinais do corpo
Pequenas atitudes, mantidas com constância, costumam gerar mudanças perceptíveis.
Dica final: na próxima vez que lavar as mãos, seque sem esfregar e aplique um hidratante logo em seguida. É um gesto rápido, mas que pode fazer muita diferença com o tempo.
Perguntas frequentes
1. A biotina resolve unhas descamando de um dia para o outro?
Não. Em geral, a biotina não traz efeito imediato. Alguns estudos indicam que ela pode ajudar a fortalecer as unhas ao longo de vários meses de uso contínuo, mas a resposta varia de pessoa para pessoa. Antes de iniciar qualquer suplemento, converse com seu médico.
2. Em quanto tempo dá para notar unhas mais fortes?
Na maioria dos casos, a melhora aparece entre 3 e 6 meses, desde que você mantenha hábitos consistentes, como usar luvas, hidratar as mãos e cuidar da alimentação. Como as unhas crescem devagar, a paciência faz parte do processo.
3. Unhas que se partem podem indicar algo sério?
Geralmente não, mas podem merecer investigação quando aparecem junto com cansaço, alterações de peso, problemas de pele ou outros sintomas persistentes. Um exame simples de sangue pode ajudar a descartar causas comuns, como deficiência de ferro.
Aviso importante
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação médica profissional. Para recomendações personalizadas, procure um profissional de saúde.


